terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Semana Pedagógica


1° Dia

Acolhida:
Apresentação do Coordenador ou responsável por ministrar ou conduzir a semana.
Boas Vindas da Direção
Dinâmica - A árvore dos desejos
Entregar classificador com material da semana (Caneta, papel oficio, Calendário Escolar SUGESTÃO)
Lanche
Analisar os dados do ano passado com um slide ou vídeo de uma retrospectiva
Vídeo- O Saber o e Sabor de Ruben Alves
Avaliação Inicial do PPP- Projeto Politico Pedagógico

2° Dia
Acolhida
Mensagem "Um Pedido Especial"
Dinâmica: Como você me ver
Plano de ensino: Mostrar as propostas para o ano- como o Projeto Anual, e as modificações no PPP
Lanche
Vídeo- A Escola Gerando Traumas
Discussão e entregas de brindes

3° Dia
Acolhida
Slide: A nota de 1000
Reflexão
Lanche
Projeto e planejamento da primeira semana de aula
Sugestões de atividades
Avaliação da Semana

Em breve postarei mais sugestões e as dinâmicas e textos citados a cima também.




Palmadinhas você é contra ou a favor???



É bem provável que nunca consigamos (no Brasil) números exatos sobre esse tipo de violência. Mas não há nenhuma dúvida de que as crianças brasileiras (de todas as classes sociais: pobres, médias, ricas) são vítimas freqüentes de violência desencadeada pelos pais. Pesquisa realizada pela pediatra Anna Tereza Miranda (da UERJ), de janeiro a março de 2005, constatou o seguinte: 94,8% das pessoas entrevistadas (524 pessoas) admitiram violência psicológica contra os filhos (xingamentos, ameaças etc.); 52,3% reconheceram situações de negligência diante dos filhos; 38,7% confessaram maus-tratos físicos contra crianças.
E quantos desses casos foram notificados ao Conselho Tutelar das crianças? Menos de 1%. A subnotificação, como se vê, é muito grande (O Estado de S. Paulo de 17.02.09, p. C1).
Quem pratica violência contra as crianças? Em 228.443 casos a mãe; em 198.614 casos o pai (O Estado de S. Paulo de 17.02.09, p. C1). As mulheres, que são vítimas de violência do marido (a cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil), reproduzem essa mesma agressão contra seus filhos.
Qual classe social mais denuncia? A pobre (raramente é divulgado um caso de violência familiar em classe média ou alta). Neste âmbito vale a lei do silêncio. Todas as classes sociais são violentas (contra as crianças). Mas a que mais aparece é a violência das classes baixas.
Apesar de todas as polêmicas e da gravidade do problema, ainda é grande o número de pessoas que toleram a violência doméstica contra as crianças. Desde que não extrapolem certos limites (uma palmada nas nádegas da criança, v.g.), a lei penal brasileira (CP, art. 136) admite a violência contra de crianças. Olha o que diz a lei: só existe o crime do art. 136 (maus-tratos contra as crianças) quando houver "abuso dos meios de correção ou disciplina". Quando houver "abuso", ou seja, o uso é admitido (penalmente). Só o abuso é criminoso.
Do ponto de vista jurídico a discussão toda passa pelo seguinte: agressões não tão relevantes (dos pais contra suas crianças) estariam amparadas pelo Direito vigente? Seriam exercício regular de um direito?
A clássica jurisprudência brasileira (com base na lei vigente) sempre admitiu uma certa margem de violência empregada pelos pais. Para a tipificação do crime, ela diz, não basta o uso de meios de correção, pois é necessário que tenha havido abuso deles, capaz de expor a perigo a vida ou a saúde da vítima (RT 587/331). Configura o delito a punição exagerada, o corretivo imoderado ou abusivo – RT 788/615. Na correção, só é punível o abuso de que resulte perigo para a saúde ou para a vida.
Claro que definir o que é uso (de um lado) e abuso (de outro) é uma questão bastante complicada. De qualquer maneira, a polêmica vai muito além disso. Nos dias atuais ainda continua sendo concebível a agressão física contra um filho?
O tema está ficando cada vez mais problemático: a clássica afirmação da lei, da doutrina e da jurisprudência brasileiras (de que é tolerável um certo nível de violência no âmbito doméstico) está se tornando a cada dia mais questionável. Considerando-se que o Direito não perde nunca sua "referenciabilidade social", claro que uma mesma norma acaba sendo interpretada de forma diferente conforme cada época.
O que está em jogo é o princípio da adequação social (o risco criado, portanto, seria tolerado, aceito – leia-se: tratar-se-ia de risco permitido). Em hipótese alguma se tolera o abuso, o excesso (a falta de razoabilidade). Mesmo para os que toleram a violência doméstica contra as crianças, uma coisa é um leve tapa nas nádegas e outra muito distinta é uma surra que deixa a vítima quase falecida.
A tendência clara mundial consiste em restringir cada vez mais a possibilidade de agressões físicas. A política de tolerância zero já está começando a se impor no mundo todo. Com isso vamos eliminando a animalidade, para priorizar a humanidade (do ser humano).


Leia mais: http://jus.com.br/revista/texto/12555/violencia-domestica-contra-as-criancas#ixzz2I34uosY6

http://jus.com.br/revista/texto/12555/violencia-domestica-contra-as-criancas