quinta-feira, 17 de maio de 2012

Linguagem Formal e Informal



Antes de sair de casa, escolha a língua portuguesa que você vai vestir!

Você já parou para pensar que saber usar a língua portuguesa é como saber vestir a roupa adequada para uma ocasião específica?
Hein?! Como assim??Imagine uma pessoa, entrando numa igreja para assistir a uma cerimônia de casamento, usando roupas de banho como se estivesse na praia… Estranho, não? Agora, imagine uma pessoa preparada para esquiar, com todos aqueles equipamentos e roupas de frio, entrando no mar para aproveitar um dia ensolarado na praia!
Ambas as situações nos causam estranheza pelo fato desses personagens estarem vestindo roupas inadequadas para as ocasiões em que se encontram. O mesmo ocorre com o uso da língua portuguesa. Podemos dizer que o português tem duas formas, uma coloquial, informal, e outra formal.
Quando criança, geralmente, aprendeu com nossos familiares a língua portuguesa informal, considerada “incorreta”. Já, quando vamos à escola, a professora nos ensina a língua portuguesa formal, culta, considerada gramaticalmente “correta”.
Na verdade, não se trata de língua “correta” ou “incorreta”. Trata-se de língua em situação formal ou informal de uso.
Quando estamos em casa ou entre amigos, não há problema em usarmos a modalidade informal. Logo, as frases “pra mim fazer” e “os caderno está na gaveta” podem ser ditas sem problemas. Mas, quando estamos no trabalho ou em situações que pedem formalidade, não podemos usar a modalidade informal, mas, necessariamente, a formal, a gramaticalmente “correta”.
Imagine-se participando de uma palestra com o maior conhecedor de informática. Ele usa um terno de um estilista famoso e tem uma caneta Mont. Blanc na mão. Todos os participantes estão maravilhados com a apresentação pessoal do palestrante. Provavelmente, alguns estão pensando “a palestra vai ser muito boa.” E, ainda, para auxiliar sua apresentação, o sujeito faz uso do melhor equipamento, do mais caro. Então, ele diz:
“Bom dia! Estou aqui pra mostrá pro cêis uma nova tecnologia que a gente desenvolvemos. Mas, pra nóis quebrá o gelo, seria bom a gente fazermos uma apresentação breve. Cada um fala nome, cidade…”
Com certeza, a caneta Mont Blanc e o terno caríssimo caem por terra. Será mesmo que um cara que fala desse jeito entende do assunto que vai falar? O que você pensaria se estivesse assistindo essa palestra?
Lembre-se: fazer uso da norma culta é muito importante se você quer ter credibilidade no que diz e no que faz. E usar a norma culta compreende tanto a fala quanto a escrita.
Antes de sair de casa, não se esqueça de “vestir” a modalidade (formal ou informal) que melhor se encaixará em suas atividades!
A língua portuguesa no mercado de trabalho
De cada dez pessoas que passam por uma entrevista de trabalho, sete são reprovadas porque falam e escrevem errado, segundo as agências de empregos. Esta é uma curiosa e assustadora estatística apresentada em uma reportagem do Jornal Hoje (30/10/2006).
A reportagem mostra que as empresas têm exigido o domínio da língua portuguesa, tanto na fala, como na escrita. Para isso, elas realizam testes de português, que são eliminatórios. Os resultados são altos índices de reprovação: “62% dos candidatos de nível médio e 45% dos candidatos de nível superior não conseguem passar porque têm pouco vocabulário, não compreendem o texto e demonstram falta de leitura”.
Entre os erros gramaticais mais comuns estão a concordância verbal(‘fazem cinco anos’); o gerundismo(‘vamos estar fazendo’); as gírias(‘dar uns toques’); os lugares comuns (‘a nível de Brasil’, ‘fechar com chave de ouro’); a pontuação e a acentuação.
A propagação desses erros normalmente acontece através da repetição. Uma pessoa fala errado, a outra retransmite o que ouviu, tornando-se um círculo vicioso. É o caso do gerundismo, que surgiu de uma tradução mal feita do inglês e que foi implantado inicialmente pelas empresas de telemarketing, tornando-se um fenômeno linguístico irritante para os ouvidos.
Como falar bem o português é uma exigência hoje em qualquer função, não podemos fugir dessa questão. A dica mais simples é a leitura. É lendo que se aumenta o vocabulário e se evita erros. Com relação aos diálogos, é indicado falar pausadamente, tomando cuidado com as palavras.

Situação formal e informal
Leia as situações abaixo. Os diálogos referem-se a situações formais ou informais? Marque a opção que melhor se encaixa e justifique sua resposta.
Situação 1
Apresentador: Boa noite, senhoras e senhores.
Auditório: Boa noite.
Apresentador: É com muita satisfação que iniciamos o 3º Congresso Internacional de Medicina. Hoje, teremos a participação do Prof. Dr. Ernani Terra, cardiologista, professor titular da Universidade de Pirapora do Norte. Em seguida, será oferecido um coquetel. Desejo a todos um ótimo congresso. (Aplausos)
Dr. Ernani: Boa noite. Sinto-me lisonjeado por ter sido convidado para fazer o discurso de abertura de um congresso tão importante que discutirá as inovações da medicina cardiovascular.
(   ) situação formal              (    ) situação informal

Situação 2
(Fim do primeiro tempo. Repórter entrevista um jogador)
Repórter: – Vanderson Cleiton, o que você tem a dizer sobre esse primeiro tempo?
Vanderson Cleiton: (ofegante) – A gente não jogamos muito bem, mas a gente tamos confiante, dano o melhor de nóis. E nóis vai marcar melhor nesse segundo tempo e nóis vai fazê dois gol. 
(    ) situação formal             (    ) situação informal
Situação 3
João: – Manhê! Dá danone! – grita Joãozinho à sua mãe.
D. Maria: – Calma, moleque. Eu tô no telefone. Vê se fica quieto.
(D. Maria continua sua conversa com seu cliente)
D. Maria: – Então, como eu estava lhe falando, os produtos chegarão em 2 dias. O senhor pode ficar tranqüilo que eu lhe garanto que não haverá atraso.
Sr. Manuel: – Mas, você me garante que os produtos são de excelente qualidade?
João: – Manhê! Manhê! Eu quero danone! Eu tô cum fome!
D. Maria: – Psssiu! João Augusto! Fique quieto.
D. Maria: – Claro! Trabalhamos com o que há de melhor no mercado.
Sr. Manuel: – Eu fico no aguardo. Obrigado.
D. Maria: – Eu que agradeço. Até mais.
João: – Manhê!!!
(    ) situação formal             (    ) situação informal

Situação 4
(Duas amigas conversando no msn)
Pati: oi miga td bem? J
Jô: oi J td blz
Pati: vc pode tc?
Jô: naum mto. to estudando
Pati: ta
Pati: vc vai no cinema hj?
Jô: vô
Pati: ok!!! a gente se encontra na frente do Mac bele?
Jô: blz té +
Pati: té bjs
(    ) situação formal             (    ) situação informal

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